bêbadas descontroladas. (quarta-feira, 21 de janeiro de 2009)
Sua mão na minha cintura paralisa meus músculos e não sei se tenho mais medo de me quebrar naquele instante ou de me dissolver no seguinte, quando seus dedos passam pelo meu pescoço para encostar nossos rostos transformando um cumprimento qualquer em uma exaustão. Perder o sono amansando borboletas no estômago nunca foi minha opção, é a iminência da sua presença que as deixa assim, bêbadas descontroladas.
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
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"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas. Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto."
suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. ou toca, ou não toca. sou cheia de manias. tenho carências insolúveis. teimosa. hipocondríaca. raivosa, quando sinto-me atacada. mas não imponho a minha pessoa a ninguém. não imploro afeto. não sou indiscreta nas minhas relações. tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. acho sim, que, às vezes, dou trabalho. sabe, para mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento sopra. daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco...
bêbadas descontroladas. (quarta-feira, 21 de janeiro de 2009)
Sua mão na minha cintura paralisa meus músculos e não sei se tenho mais medo de me quebrar naquele instante ou de me dissolver no seguinte, quando seus dedos passam pelo meu pescoço para encostar nossos rostos transformando um cumprimento qualquer em uma exaustão. Perder o sono amansando borboletas no estômago nunca foi minha opção, é a iminência da sua presença que as deixa assim, bêbadas descontroladas.
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."